Prefeitura de Limoeiro abre II Workshop Municipal de Educação Inclusiva no Instituto Padre Luís Cecchin (IPLC)

Na noite desta quarta-feira (24), no auditório do Instituto Padre Luís Cecchin (IPLC), a Prefeitura Municipal de Limoeiro, através da Secretaria de Educação e Esportes e do Departamento de Educação Especial, deu o pontapé inicial para o II Workshop Municipal de Educação Inclusiva. Com os objetivos de capacitar os professores, cuidadores, familiares e sociedade civil para o atendimento aos estudantes com necessidades especiais e de promover a integração desses alunos à didática das instituições de ensino e ao ambiente escolar, familiar e, sobretudo, social, o evento trabalha o tema “Inclusão escolar na prática da Educação Infantil ao Ensino Superior”. As oficinas acontecem na Faculdade de Ciências Aplicadas de Limoeiro (Facal), na quinta (25) e sexta-feiras (26), em horário integral e pela manhã, respectivamente.

Integraram a mesa da cerimônia de abertura o secretário municipal de Educação e Esportes, Luiz Gonzaga Tavares Júnior, a coordenadora do Departamento de Educação Especial, Ineuda Pereira, o vereador Marcos Sérgio e o assessor jurídico da Secretaria de Educação e Esportes, Luís Roberto Burégio, que ministrou a palestra “Os direitos previdenciários da pessoa com deficiência”.

“O trabalho de inclusão vem sendo feito com muito carinho ao longo desta gestão. Trata-se de uma missão incansável, pois ela não termina quando o Workshop acaba. Muito pelo contrário, é uma missão que os gestores e professores vivenciam diariamente nas escolas. A inclusão não beneficia apenas os estudantes, mas também a família e a sociedade de uma forma geral. O Workshop de Educação Inclusiva vem para aprimorar os cuidados da rede de ensino com os alunos que necessitam de maior atenção. O trabalho, evidentemente, não é fácil. Mas é muito prazeroso quando você descobre o caminho para facilitar o aprendizado daquela criança ou daquele jovem. E esta missão é de professores, coordenadores, diretores, pais, mães e responsáveis”, discursou Luiz Gonzaga.

Por sua vez, Ineuda Pereira destacou a repercussão positiva da primeira edição, que alavancou o alcance das inscrições para esta temporada. Ao todo, 247 vagas foram preenchidas, compreendendo profissionais de Limoeiro e de diversos municípios pernambucanos, tais como Caruaru, Gravatá, Riacho das Almas, Santa Maria do Cambucá, Surubim, Bom Jardim, Cumaru, Feira Nova, João Alfredo, Machados, Orobó, Passira, Salgadinho, Garanhuns, Carpina, Lagoa de Itaenga, Paulista e Recife. “Quem está neste evento acredita na inclusão e respeita todos que compõem a Educação. Nós sonhamos com uma sociedade inclusiva de fato, seja nas escolas, em filas de banco, em estacionamentos etc. Precisamos saber lidar com as diferenças e caminhar juntos, com disciplina e respeito às regras, mas também com amor, carinho e respeito para com o próximo. Nós, como governo municipal, devemos capacitar profissionais, famílias e todos aqueles que desejam aplicar esses conhecimentos na sua vida. Cada profissional que mergulha neste projeto acredita no que faz e vai ter prazer em compartilhar suas experiências e adquirir novos conhecimentos”, assegurou a educadora.

Em sua fala, Marcos Sérgio salientou o aspecto social da inclusão. “Em nossa cidade, o Padre Luís Cecchin, neste espaço onde nos encontramos hoje, ofereceu muitas oportunidades, principalmente de capacitação profissional, aos jovens. Nesse sentido, também se destacaram as Irmãs Franciscanas, que, ao longo de décadas, formaram escolas e creches para acolherem crianças carentes ao pé do Morro do Redentor. Esses religiosos foram exemplos de pessoas que trabalharam com inclusão e estavam à frente do seu tempo. Atualmente, os profissionais de Educação, e nisto também me incluo, pois sou professor, precisam trabalhar com todos os tipos de necessidade e devem integrar toda a diversidade existente na sociedade. Os educadores têm a missão de incluir os alunos à comunidade escolar e torna-los pessoas melhores. Os professores devem trabalhar com entusiasmo e com amor, de modo a formar cidadãos conscientes. Saber como tratar aqueles que mais precisam e ter empatia por eles é a chave do processo”, disse o legislador.

Dando início aos trabalhos didáticos do Workshop, o advogado Luís Roberto Burégio, pós-graduado em Direito Público e em Processo Civil, explicou os direitos previdenciários das pessoas portadoras de deficiência. “A Seguridade Social existe para dar amparo a quem vive em situação de vulnerabilidade social, ou seja, é o socorro aos mais necessitados. Os três pilares da Seguridade são o Sistema Único de Saúde, a Previdência Social e a Assistência Social. O sistema de Previdência é contributivo, ou seja, você depende de tempo de contribuição para conquistar o direito da sua aposentadoria. Em 2013, foi regulamentada a Lei Complementar 142, que veio para tratar com igualdade os diferentes, ou seja, pessoas que esbarram em determinadas barreiras, conforme as suas diferenças. Em outras palavras: por serem especiais, essas pessoas devem ser tratadas pela legislação de maneira especial”, explicou.

De acordo com Luís Roberto, existem três situações que diminuem o período de contribuição à Previdência Social dos deficientes que atuam no mercado de trabalho. “A deficiência leve diminui em dois anos o tempo de contribuição para aposentadoria e, consequentemente, converte em 33 anos de contribuição para homens e 28 para mulheres. Já a deficiência moderada reduz esse período em seis anos, ficando 29 para homens e 24 para as mulheres. Por fim, a deficiência grave diminui o tempo de contribuição em 10 anos, totalizando 25 para os homens e 20 para as mulheres”, concluiu.

Confira abaixo a programação completa de oficinas do II Workshop Municipal de Educação Inclusiva:

Tema: “A sexualidade da pessoa com deficiência”
Palestrante: Valdir Melo, professor e mestre em Psicologia

Tema: “Caminho para a construção de uma educação inclusiva”
Palestrante: Marileide da Silva, professora e coordenadora da Gerência Regional de Educação de Limoeiro (GRE Limoeiro)
Tema: “Arte-terapia na inclusão”
Palestrante: Maciel Alves, professor e arte-educador

Tema: “Construção de pareceres pedagógicos para os alunos com deficiência e orientação postural para alunos com deficiências múltipla e física”
Palestrante: Magna Catarine, fisioterapeuta

Tema: “O desafio dos jogos na interface da inclusão”
Palestrante: Luciene Lira, psicopedagoga clínica

Tema: “Serviço Social na Educação: uma reflexão sobre a importância da inclusão do assistente social nas escolas”
Palestrante: Maria José, assistente social

Tema: “A contribuição da Fonoaudiologia na educação inclusiva em escolas de Educação Infantil ao Ensino Superior”
Palestrante: Thaís Rocha, fonoaudióloga

Tema: “Práticas pedagógicas para comunicação e aprendizado do aluno surdo em sala de aula”
Palestrante: Álvaro Ferreira, professor de Libras

Tema: “Recursos terapêuticos no processo de inclusão escolar”
Palestrante: Geizelandy Sharlene, terapeuta ocupacional

Fotos: Eduarda Santana/Secretaria Executiva de Imprensa e Comunicação

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