Não ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A Secretaria de Desenvolvimento Social e Cidadania, em parceria com o CREAS, os CRAS e toda a rede de assistência, realizou na manhã da última sexta-feira (17), na Praça da Bandeira, uma ação para mostrar a importância do dia 18 de maio, que marca o Dia Nacional de Enfrentamento e Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Essa data foi incluída no calendário brasileiro em 2000, em homenagem à Araceli Cabrera Sánchez Crespo, que foi morta em 18 de maio de 1973, quando tinha apenas oito anos, sendo vítima de abuso e violência sexual. Segundo dados do Disque-Denúncia, em 2017, mais de 120 mil denúncias foram recebidas, sendo 70 mil delas relacionadas com a violação de Direitos Humanos de crianças e adolescentes. Em 2016, o Sistema Único de Saúde (SUS), registrou 22,9 mil denúncias de estupro em nosso país. Mais de 57% desses casos envolviam crianças de 0 a 14 anos, sendo que seis mil delas eram menores de 9 anos.

“Esse tema se insere no contexto social e político da atualidade, tornando-se cada vez mais necessário proporcionar espaços de participação popular com o objetivo de sensibilizar e alertar a população sobre o tema, contribuindo para a diminuição do número de casos de abuso e exploração sexual no município, facilitando a identificação das vítimas e incentivando a denúncia dos casos”, destacou a Coordenadora do CREAS, Amanda Coutinho.

A secretária da pasta, Cristiane Barbosa, também explicou a importância desse movimento. “A exploração sexual é considerada uma das piores formas de trabalho infantil. O entendimento legal é que essa prática traz prejuízos permanentes para a formação psicológica, emocional e física da criança, devendo ser combatida de maneira rigorosa pelas instituições protetivas”, pontuou.

Ela também citou como as denúncias desses casos devem ser feitas. “Uma das formas mais importantes de se combater o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes é denunciando. No caso do abuso, que muitas vezes ocorre no ambiente familiar ou naquele bastante próximo à rotina das crianças, tende a ser mais difícil de ser notado, percebido e denunciado. Há uma série de canais que podem receber essas informações, preservando, inclusive, o sigilo de quem está relatando, como o Disque 100, o Ministério Público do Trabalho (MPT), a Polícia Rodoviária Federal (PRF), através do 191, e o Conselho Tutelar”, finalizou. Também é importante ressaltar que esse trabalho é feito durante todo o ano pela rede de assistência social de Limoeiro.

Fotos: Eduarda Santana / Edvaldo Carvalho 

Secretaria Executiva de Imprensa e Comunicação

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